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Como fazer o monitoramento de percevejo na soja

Percevejo é a praga que mais decide aplicação no reprodutivo da soja. Este guia reúne o que a pesquisa recomenda e o que funciona no campo: quando monitorar, como usar o pano de batida, o que anotar e quando agir.

Fim da visita no app do CampoRaiz com a situação de cada talhão

Por que o percevejo merece atenção especial

Os percevejos sugam vagens e grãos. O dano aparece como grão chocho, menor, manchado, com menor poder germinativo e, em ataques fortes, com a retenção foliar que atrapalha a colheita. Como o dano é no grão, o período que importa é o reprodutivo, e uma semana de atraso no monitoramento pode ser a diferença entre controlar a tempo e perder produtividade.

As espécies mais comuns

  • Percevejo-marrom (Euschistus heros): o mais frequente na maior parte das regiões produtoras.
  • Percevejo-verde (Nezara viridula).
  • Percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii), considerado dos mais danosos ao grão.
  • Percevejo-barriga-verde (Dichelops spp.), que preocupa mais no início do ciclo e no milho em sucessão.

Na contagem para o nível de controle, as espécies costumam ser somadas; anotar cada uma separadamente ajuda a entender a lavoura e a escolher o produto.

O pano de batida, passo a passo

  1. Use um pano branco, de cerca de 1 metro de comprimento, preso a duas varas nas pontas.
  2. Estenda o pano no chão, rente à linha de plantas, sem tocar nelas.
  3. Incline as plantas de 1 metro de fileira sobre o pano e sacuda com vigor, batendo as plantas umas nas outras.
  4. Conte rapidamente os percevejos que caíram, separando adultos e ninfas, antes que fujam.
  5. Anote o número do ponto e siga para o próximo, andando pelo talhão inteiro.

Em espaçamentos estreitos, em que o pano não cabe entre as linhas, usa-se o pano de batida vertical, preso de pé ao lado da fileira. O resultado é sempre expresso por metro de fileira.

As horas mais frescas do dia, quando os percevejos ficam mais expostos na parte de cima das plantas, costumam dar uma contagem mais fiel. Mais importante que o horário é manter o mesmo método em todas as visitas, para os números serem comparáveis.

O que anotar em cada ponto

  • Adultos e ninfas, por espécie.
  • O estádio da soja (o nível de controle muda com ele).
  • A posição do ponto, para voltar ao mesmo lugar e ver a distribuição no talhão.
  • Uma foto quando houver dúvida de espécie ou dano.
Fim da visita no app do CampoRaiz com a situação de cada talhão
No fim da visita, o app mostra a situação de cada talhão pelo nível de controle, antes de enviar ao agrônomo.

Faça o próximo monitoramento de percevejo no app, com a média pronta no fim.

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Da contagem à decisão

Some os percevejos de cada ponto, tire a média do talhão e compare com o nível de controle do estádio. A referência mais usada é de 2 percevejos por metro em soja para grão e 1 por metro em soja para semente, do início da formação das vagens em diante. Abaixo disso, a recomendação é seguir monitorando; atingido o nível, é hora de decidir o controle. O guia de nível de controle de pragas na soja traz as outras pragas.

Antes de recomendar, olhe também a tendência: uma população que subiu de 0,8 para 1,6 em uma semana pede uma visita mais próxima, mesmo abaixo do nível. E confira a distribuição: percevejo concentrado na bordadura pode justificar um manejo localizado.

Como o CampoRaiz ajuda

No app, a seção de pragas do modelo padrão já traz os percevejos com contador de adulto e ninfa, e o técnico marca cada ponto no mapa, com a posição do GPS. Fechada a visita, o CampoRaiz calcula a média, pinta o talhão pelo nível de controle do estádio e leva o número ao gráfico da safra. Tudo funciona sem sinal. Veja em monitoramento de pragas offline.

Referências: Embrapa Soja, Tecnologias de produção de soja e publicações sobre manejo integrado de percevejos. Este guia é informativo e não substitui a recomendação do responsável técnico.

Perguntas sobre este assunto

Qual é o nível de controle do percevejo na soja?

A referência mais usada no Brasil, da Embrapa Soja, é de 2 percevejos por metro de fileira (adultos e ninfas maiores que 0,5 cm) em lavoura para grão, e de 1 por metro em lavoura para semente, a partir do início da formação das vagens. Confira a recomendação para a sua região.

Ninfa pequena entra na conta?

Na referência da Embrapa, entram adultos e ninfas maiores que 0,5 cm. Vale anotar as ninfas pequenas à parte: elas mostram que a população está se formando.

Com que frequência monitorar?

Semanalmente, e com mais atenção do início da formação das vagens até a maturação, que é o período em que o percevejo causa dano ao grão.

Quantos pontos por talhão?

A referência mais citada pede no mínimo de 6 a 10 pontos por talhão, conforme a área, distribuídos por toda a lavoura e não só na bordadura. Talhão grande ou desuniforme pede mais pontos.

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